Aos 40 anos, as diretrizes internacionais, como as da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), recomendam uma intensificação no rastreamento de fatores de risco cardiovascular. Este é o período em que a exposição acumulada a fatores como hipertensão e dislipidemia começa a se manifestar clinicamente.
Avaliação de Risco Global
O uso de calculadoras de risco, como o escore de Framingham ou o escore de risco da SBC, permite estimar a probabilidade de eventos cardiovasculares nos próximos 10 anos. Parâmetros como pressão arterial, níveis de LDL-c, HDL-c e hemoglobina glicada são os pilares dessa avaliação inicial.
Exames de Imagem e Funcionais
Em casos específicos, o médico pode solicitar o Escore de Cálcio Coronário, um exame de tomografia que detecta a presença de placas calcificadas nas artérias antes mesmo de haver sintomas. O teste ergométrico também avalia a resposta do coração ao esforço, sendo útil para quem pretende iniciar atividades físicas intensas.
Limitações e Falsos Positivos
Nenhum exame isolado garante a ausência de doenças. O rastreamento pode, por vezes, gerar falsos positivos que levam a procedimentos invasivos desnecessários. Por isso, a indicação deve ser sempre individualizada, considerando o histórico familiar e o estilo de vida do paciente. Medicamentos como estatinas podem ser indicados, mas possuem efeitos colaterais possíveis, como dores musculares (mialgia), que devem ser monitorados.
A detecção precoce aliada ao controle rigoroso da pressão e do colesterol é a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade cardiovascular. O acompanhamento médico periódico é a base para ajustes terapêuticos preventivos.






