A vacina Qdenga (TAK-003), desenvolvida pelo laboratório Takeda, foi oficialmente incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. O imunizante é composto por vírus vivos atenuados dos quatro sorotipos da dengue, oferecendo uma proteção ampla contra a doença que sobrecarrega o sistema de saúde brasileiro anualmente.
Critérios de Prioridade
Devido à capacidade limitada de produção inicial pelo fabricante, o governo federal estabeleceu critérios de prioridade. O público-alvo inicial compreende crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra um número significativo de hospitalizações. A vacinação ocorre de forma geográfica, priorizando municípios com mais de 100 mil habitantes e altos índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti.
Eficácia Demonstrada
Em ensaios clínicos de fase 3 (estudo TIDES), a vacina demonstrou uma eficácia global de 80,2% contra a dengue confirmada virologicamente e uma redução de 90,4% nas hospitalizações. Diferente de imunizantes anteriores, a Qdenga pode ser administrada tanto em indivíduos que já tiveram a doença quanto naqueles que nunca foram expostos ao vírus.
Contraindicações e Efeitos Adversos
Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, a Qdenga é contraindicada para gestantes, lactantes e pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida (como pacientes em quimioterapia ou vivendo com HIV com baixa contagem de CD4). Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor no local da aplicação, febre baixa e mialgia, geralmente de curta duração.
'A vacina é uma ferramenta complementar essencial, mas não substitui a necessidade de controle de vetores e eliminação de criadouros.'
A vacinação completa requer duas doses com intervalo de três meses. É fundamental que a população complete o esquema vacinal para garantir a proteção esperada, mantendo sempre o alerta para sintomas de gravidade da doença.






